20 dezembro, 2013

Dia II

Ainda ontem expressava eu o desejo de ser um crescido que ainda ia para o infantário, sem saber que na ilha da Madeira os crescidos faziam de facto do seu local de trabalho um infantário. Lá, aparentemente, chamam-lhe Parlamento!
Ao mesmo tempo, na Bolívia, os infantes pré-adolescentes protestavam, com violência, contra o governo e a sua lei que impede que as crianças menores de quatorze anos possam trabalhar legalmente. Uma das crianças disse a um repórter de televisão que o governo não tem o direito de impedir as pessoas menores de quatorze anos que queiram, voluntariamente, trabalhar e ajudar as suas famílias. Dá-me a sensação que uns tais de Marx e Engels se deram ao trabalho de estudar um fenómeno semelhante há uns bons anos atrás, mas como nós evoluímos muito no século XX, hoje em dia até dizem que é uma cassete velha o que pensavam e diziam, que está ultrapassado até, que os tempos são outros e hoje em dia já não acontece o que acontecia no século XIX...
Se por um lado o denominado senso comum, no século XXI, diz que uma criança deve ser exactamente isso, uma criança, e por consequência desfrutar dos prazeres que uma criança tem direito, delegando nos adultos o ónus de ganhar dinheiro, tomar decisões, etc, por outro lado, observando o mundo em que vivemos, a sociedade que temos, não sei até que ponto não seria melhor deixar as crianças governar isto tudo. Isto já sem mencionar Portugal continental e o seu Governo e as suas medidas...

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